Duas de Mim
Meu projeto secretoLimpa!
Estou limpa, completamente limpa… Há nove dias que estou sem tomar nenhum remédio. Nem indutor do sono, nem antidepressivo, nem o remédio punk da noite.
Não sei se isso é bom ou ruim, se é sensato ou precipitado. Mas a sensação de estar sem tomar nada é ótima. Me sinto livre. Sem químicas… Não sou nada contra elas, há alguns anos que venho fazendo uso delas e sei da sua importância e necessidade em alguns momentos da vida, mas acho que para mim já estava virando um fardo, o que tomar, os efeitos, as misturas, os reais benefícios.
Desde então, tenho me sentido bem. As emoções parecem mais verdadeiras, sou uma pessoa super emotiva, me emociono com facilidade e sempre com intensidade. Não tenho problemas com isso, nem sinto vergonha de dizer que sou assim. Mas tenho que confessar que estou com medo, tentando manter minha sanidade e fazer sozinha o trabalho do remédio. Nesses nove dias, tive que enfrentar duas bruxas, a da rejeição e também a do ciúmes (ou será o fantasma dos pensamentos obssessivos ciumentos?). Fui bem sucedida nos dois ataques sobrenaturais que sofri nesses primeiros dias sem remédios. Quando perguntei à minha médica se eu poderia ficar sem tomar o antidepressivo que eu havia desmamado de repente no Natal, porque esqueci completamente de tomar por quatro dias, ela disse que queria uma segunda opinião. Meu sentimento inicial foi de grande rejeição, ela não quer mais ser minha médica, não sabe mais o que fazer comigo e quer me passar para outro médico. Então pensei, estou sendo infantil, tenho que ser madura, vou ligar pra ela e ouvir o que ela tem a dizer. Seus argumentos me convenceram plenamente e conseguir afastar a bruxa da rejeição. Vou consultar uma outra médica, que vai então dialogar com ela e as duas vão definir e traçar um novo caminho para mim. Espero que eu realmente não precise mais tomar remédios e possa ter o efeito deles apenas com atividades físicas e com a terapia. O segundo ataque foi na última quarta-feira quando meu marido me ligou várias vezes para saber o que eu estava fazendo, se estava em casa ou na rua. Logo pensei que ele estava na rua fazendo alguma coisa errada. Quando o encontrei, achei que ele estava estranho comigo e então meus pensamentos foram ainda mais atacados pelos fantasmas do ciúmes. Mas novamente conversei com ele e consegui afastá-los todos.
Estou orgulhosa de mim, espero continuar conseguindo fazer o trabalho dos remédios.
E que sensação de liberdade de poder estar escrevendo tudo isso. Viva o anonimato!!!!!!!
Relâmpago
Hoje meu post será bem breve. Já é quase meia-noite e tenho que ir dormir. Tenho que tomar o remédio e depois não aguento muito tempo, adormeço rapidamente, pena que não dura muito tempo. Aliás, não tive muito tempo hoje pra nada, a única hora que parei foi para assistir a novela.
Minha prioridade hoje foi a novela. Novela ou blog? Novela. Nunca pensei que fosse dizer isso, mas no meu momento atual de busca de descanso mental a novela está sendo fundamental.
Por isso, por hoje é só.
Domingo na cozinha
Hoje eu meu marido passamos quase que o dia todo cozinhando. Foi bem divertido e o que me tirou de alguns momentos de baixo-astral.
No almoço eu fiz Arroz Maluco e minha irmã com o marido vieram almoçar conosco e trouxeram Bracciola. De sobremesa tivemos sorvete.
De noite resolvemos testar novas receitas e foi ótimo. Meu marido fez uma torta salgada com massa brisée e recheio de presunto com palmito. Eu fiz cupcakes, com recheios de banana e de chocolate e com cobertura de buttercream. Ficou tudo uma delícia e novamente minha irmã e meu cunhado vieram nos acompanhar no lanche.
Aqui está a receita do cupcake que achei na internet:
- 125g de farinha de trigo ( um pouquinho menos que 1 xícara e meia)
- 125g de açúcar
- 125g de manteiga
- 2 ovos
- 1/2 colher de chá de baunilha
- 2 colheres de sopa de leite
- 1 colher de chá de fermento
Modo de preparo:
- Junte todos os ingredientes, exceto o leite, e bata no processador ou batedeira
- Por último, acrescente o leite e mexa com uma colher ou fouet
- Disponha 15 forminhas de papel em uma assadeira e despeje apenas 1 colher de massa em cada forminha (você pode imaginar que é pouco, mas eles crescem)
- Leve para assar em forno quente por 20 minutos
Essa é a receita tal qual achei na internet da massa, mas mudei o recheio e a cobertura e algumas coisas sairam diferentes. Assei os cupcakes em uma forma de muffins, coloquei uma colher de sopa da massa, depois coloquei o recheio, banana picadinha na metade e na outra metade chocolate ao leite picadinho. Por cima coloquei mais uma colher de sopa da massa e coloquei para assar em forno alto (mas acho que deveria ter sido em fogo médio alto) pré-aquecido por uns dez minutos. Tirei-os do forno assados com 17 minutos. Deram oito cupcakes. A cobertura não vou colocar a receita porque não fiquei bem certa se ela deu certo, acho que ficou muito doce e a consistência mole.
Por hoje é só. Está na hora de dormir, pelo menos tentar…
Sem nome…
“Imagine um aperto bem fundo no peito, uma angústia que quase faz explodir, e então passe imediatamente para o grito, imagine o grito mais alto que se possa dar no mundo, para o mundo, de cima de uma montanha. Pronto, agora respire. Daqui a alguns dias, escale tudo de novo, encha o pulmão de ar e… você já sabe o que fazer. (…) Indicamos uma forma mais silenciosa, elaborada e duradoura de desabafo: escrever.
Quem já fez um diário sabe que, depois de registrar os pensamentos confusos e os sentimentos inconfessáveis, a gente sente um alívio parecido com o do grito ou choro. (…)” (Revista Vida Simples, Dezembro 2009, Edição 86, pág. 42)
Não sei o que escrever hoje… Estou parada na frente do notebook vendo a bateria acabar… Esse compromisso está sendo uma verdadeira prova para mim, porque, sendo muito sincera, tem dias, como hoje, que não só não tenho vontade de escrever, como me sinto oca, não sei o que falar… Não consegui nem dar um nome ainda para esse post.
Mas acho que essa é a idéia, entrar em contato com o que estou sentindo a cada momento e poder expressar isso, mesmo que isso seja falta de conteúdo, idéias e inspiração. Afinal, essa também sou eu, oca, vazia e sem vontades. Mas confesso que gosto mais de mim quando estou preechida de inspiração e quando tenho aquela necessidade louca de escrever que acontece as vezes até no ônibus quando estou indo pro trabalho e começo a escrever no meu Palm para não perder o instante. Gosto mais de mim quando minha emoção está à flor da pele e flui clara, limpa e congruente. Porque assim sinto que estou mais viva.
Neste momento tudo que quero então é tomar minha cerveja gelada, escutar uma música que me inspire e cantar uma que me transborde de alegria.
E claro, continuar mantendo minha meta!
Final de semana começando…
Hoje estou profundamente comovida. Meu trabalho, que tem sido atualmente fonte de minhas angústias, também é fonte de grandes emoções e é por isso que acho que não desisto, além do fato de que não sei fazer outra coisa e mudar de profissão nesse momento é impossível. Acho que não quero mesmo fazer outra coisa, apenas quero me encontrar de novo nesse trabalho que sempre fui tão apaixonada.
Ontem foi um dia difícil e hoje estou com uma certa ressaca de tanto choro de ontem.
Fui para o trabalho com uma certa expectativa de como seria trabalhar hoje e pedindo forças para sustentar o dia. E acabo me surpreendendo ao me ver recebendo forças quando na verdade eu deveria estar dando. Não que eu não esteja, mas acho que acabo recebendo mais e não tenho palavras para expressar minha gratidão aos clientes pelo que eles me trazem. Hoje foi um dia especial nesse sentido, experienciei situações que não vou esquecer de tão emocionantes.
Não sei a razão dessa crise, porque tanta insegurança e tanto medo de errar. Mas hoje é sexta-feira, o final de semana está começando e terei uma trégua de crises, angústias, medos, pânicos. Quero viver… Cozinhar com meu marido, tomar uma cerveja bem gelada, assistir com ele nossas séries preferidas de TV e filmes, aproveitar o tempo chuvoso para curtir a casa, relaxar…
Mesmo com toda angústia, só posso me sentir grata, pelo dia de hoje, pelo meu trabalho, pela vida.
Até amanhã…
Still sleepless…
Continuo sem dormir… E essa noite tomei remédio, mas nada de dormir…
Hoje foi dia pânico, crise de choro no meio da tarde, angústia, pânico, vontade de desistir, mas também foi dia de colo de irmã, mãe e pai (por telefone), reza de mãe, conversa de pai e, a melhor parte, choppinho de noite no Manoel e Juaquim depois do trabalho com o marido, irmã e cunhado. Depois de tanto choro, um choppinho e boa conversa foi tudo de bom.
Meus olhos estão ardendo, cansados e inchados de chorar. Quero dormir e não sei como será essa noite.
Termino por aqui hoje… Boa noite.
Desligar o cérebro…
Estou cansada, com sono (ainda um zumbi), fome e um princípio de dor de cabeça.
Cheguei do trabalho e corri pra televisão pra ver os últimos minutos da novela “Viver a vida”, pena que foram apenas 15 minutos, hoje é quarta-feira, dia que a novela acaba mais cedo. Como eu queria ver novela hoje, para me distrair e parar de pensar. Meu cérebro está saindo fumacinha… E a angústia voltou a se aproximar de mim…
O motivo de sempre, trabalho… Hoje, neste momento, e amanhã sei que já terei mudado de idéia, quero um trabalho que não tenha que pensar (como disse meu cliente), quero emburrecer. Estou cansada de pensar, pensar, pensar e me estressar. Preciso desacelar o cérebro. Preciso dormir. Preciso de um descanso de mim mesma.
A melhor coisa do dia foi abraçar meu marido quando ele foi me buscar no trabalho (a pé), um bálsamo. Voltamos pra casa e fui contando pra ele os desafios que me surgiram hoje, novos clientes, difíceis, assustadores. Na verdade o que me assusta é me deparar com a possibilidade de fracassar, não ser capaz de fazer um bom trabalho com eles e ao invés de ajudá-los acabar atrapalhando e o pior de tudo ainda ser responsabilizada e punida por isso. O verdadeiro pânico do momento. Tenho vontade de desistir. Enquanto conversava com ele queria tanto que ele me dissesse que tudo bem, se eu não quisesse não precisaria atender os clientes, eu podia desistir. Mas, obviamente, ele não me disse isso, ele é meu maior incentivador, não ia me falar pra desistir. Ele me disse pra ser forte e aguentar firme, no que quer eu decida. Não quero ser forte e não quero aguentar firme. Quero descanso, quero paz na minha mente, quero conseguir dormir profundamente uma noite inteira, quero um sono reparador, reparador de alma, de mente, de espírito, de corpo, de dores, de angústias. Quero me sentir bem e segura fazendo aquilo que sempre achei que sabia fazer e estava destinada, hoje já não tenho certeza, mas também não consigo me ver fazendo outra coisa.
Um luto não vivido, subestimado e recentemente reconhecido, as velhas inseguranças renovadas com força total, o desamparo frente à solidão, também velho conhecido. Isso significa ainda muita terapia, remédios e blog na veia.
Ganhei da minha irmã (porque hoje está difícil ter dinheiro até pra isso) a revista “Vida Simples” desse mês e saiu uma matéria sobre o poder terapêutico dos blogs. Minha amiga me mandou um e-mail falando dessa matéria no mesmo momento que havia me decidido começar esse blog. Acho que é um sinal, hehehe. É isso aí! Vamos blogar!





